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Psicultura

 

Com uma extensão de 5.215, 53 Km², Ipixuna do Pará está localizado na mesorregião do nordeste paraense e possui uma população de 53.310 habitantes. A base da economia é a pecuária e a extração madeireira, ambas com participação expressiva no Produto Interno Bruto (PIB) do município.

 

É nessa região que a Imerys realiza a extração do caulim de duas minas localizadas às margens do rio Capim e desenvolve o Projeto de Piscicultura da Vila Oliveira, que está ajudando a transformar a realidade local.

 

O projeto integra o Programa de Apoio à Produção Rural e Atendimento à Subsistência Familiar, com foco na sustentabilidade, e está fortalecendo a pesca artesanal na região – localizada na área de influência da mineradora – por meio do modelo de produção familiar associativa, criando novas oportunidades de geração de renda na comunidade.

 

Projeto capacita piscicultores de Ipixuna do Pará e cria modelo de negócio pautado no associativismo

 

Seis famílias tradicionais da comunidade Vila Oliveira, em Ipixuna do Pará, contam hoje com uma nova possibilidade de geração de renda, que surgiu quase no quintal de suas casas: às margens do rio Capim, no igarapé que armazena viveiros cobertos para criação de peixes. Com apoio do Projeto de Piscicultura, desenvolvido pela Imerys, essas famílias vêm aprendendo mais do que criar peixes; elas aprendem a construir e gerenciar um negócio sustentável de forma associativa.

 

O Projeto de Piscicultura da Vila Oliveira foi planejado para melhorar a qualificação da atividade já desenvolvida pelos moradores da localidade. “Nós orientamos a comunidade para que ela seja capaz de desenvolver todo o seu potencial, respeitando as suas habilidades e ritmos, o que é fundamental para a formação de equipes de trabalho de confiança, disciplinados e perseverantes”, resume Clara Segón, coordenadora de Relações com a Comunidade da Imerys.

 

Oferecendo insumos necessários à criação dos peixes, consultoria técnica e capacitação profissional e gerencial, a Imerys ajuda a desenvolver gestores de negócios capazes de traçar um caminho de sucesso para o grupo. Os produtores rurais aprendem, então, a gerir a produção de peixe como empresários. Dessa forma, as famílias conseguem superar os obstáculos que normalmente impedem o aumento da sua produção: insuficiência de estrutura, carência de compradores, falta de financiamento, para citar alguns exemplos.

 

O suporte do projeto está em todas as etapas do negócio, inclusive na construção da estrutura de criação de peixes. Como parte do apoio técnico oferecido pelo projeto, a comunidade recebe todo mês a visita de uma engenheira de pesca. Ela realiza palestra com orientações aos moradores da Vila, monitora peso e medida dos peixes e a qualidade da água. “A partir da biometria a gente tem como calcular a quantidade de ração que deve ser dada para os peixes”, explica a engenheira Arielle Souza.

 

Para o consultor na área de piscicultura, Wilson Danielleto, o conhecimento técnico que a Vila Oliveira adquiriu em três anos de atividades é um dos elementos que demonstram o amadurecimento do Projeto de Piscicultura, fazendo dele uma ação bem-sucedida. Outro indicador é a expansão prevista. “O projeto vai continuar atendendo o mesmo número de famílias, só que a gente quer alavancar o número de atividades. A proposta é que a comunidade trace metas, realize planejamento anual e que o Programa se torne autossustentável”, comenta o especialista.

 

Aprendizado que fica na comunidade

 

Com o esforço coletivo e o apoio técnico aprendido, os 31 comunitários participantes do Projeto de Piscicultura estão transformando suas vidas e também a comunidade.

 

“O que foi desenvolvido aqui é excelente porque ajuda na geração de renda”, comemora José Tomás da Silva. A fala do comunitário, um dos moradores mais antigos da Vila Oliveira, ilustra a mudança provocada pelo projeto desenvolvido pela Imerys.

 

Juntas, as famílias já produziram mais de sete toneladas de peixes em três anos de atividades. Em períodos como o da Semana Santa, o peixe produzido na Vila chega a ser comercializado em larga escala graças ao planejamento traçado, reforçando a visão empreendedora sob o olhar da sustentabilidade. A renda obtida melhora a qualidade de vida das famílias e também a estrutura da comunidade. A aquisição do suporte para caixa d’água da vila é um exemplo do investimento coletivo feito a partir das conquistas do projeto.

 

Existe ainda, entre líderes do projeto, a preocupação de repassar o aprendizado técnico para as futuras gerações, ensinando aos filhos que é possível sobreviver com soluções tecnológicas simples. Essas iniciativas evidenciam como o Projeto de Piscicultura vem contribuindo para a forma de organização associativa da Vila Oliveira e para a capacidade que a comunidade está adquirindo de gerir o próprio negócio.

 

Prêmio Socioambiental

 

Em 2015, o Programa de Piscicultura da Vila Oliveira foi reconhecido pelo Prêmio Socioambiental do Instituto Chico Mendes, na categoria Ação Socioambiental Responsável. “Ganhar esse prêmio é uma forma de disseminar todos os esforços e investimentos que a Imerys faz continuamente para desenvolver a economia das comunidades vizinhas, em harmonia com o meio ambiente”, ressalta Clara Segón, coordenadora de Relações com a Comunidade da Imerys.

 

O Projeto também recebeu a certificação Selo Verde do Instituto, que reconhece iniciativas que estimulam a defesa do meio socioambiental. Com nove anos de história, o Prêmio Socioambiental Chico Mendes reconhece exemplos de solução de conflitos entre desenvolvimento, justiça social e equilíbrio ambiental, sendo considerado um dos maiores eventos que integram a agenda socioambiental brasileira.

 

O Prêmio conquistado pela Imerys, por meio do Projeto de Piscicultura, faz parte do Programa de Compromisso com a Gestão Socioambiental Responsável (Procert) do Instituto, alinhado ao Pacto Global das Nações Unidas (ONU). 

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