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Empreendedorismo social gera mudanças na zona rural de Ipixuna do Pará

 

A comunidade do Cajueiro, localizada na zona rural de Ipixuna do Pará, pode ter em breve uma cooperativa de criação e comercialização de aves com possibilidade de atender empresas da região. Até pouco tempo atrás isso seria impensável para os moradores, mas hoje é um futuro cada vez mais provável.

 

O sonho passou a ganhar contornos de realidade após a implementação, no primeiro trimestre de 2015, do Programa de Avicultura realizado pela Imerys, mineradora de caulim com negócios em Ipixuna e com ações de empreendedorismo sustentável voltadas às comunidades da região do Rio Capim. A criação, manejo e comercialização de galinhas caipiras com os moradores do Cajueiro faz parte desse conjunto de atividades apoiadas pela empresa e surgiu a partir da demanda sinalizada pelas famílias da localidade.

 

A localização do Cajueiro e a distância física da comunidade em relação à sede do município – são três horas de barco – geram aspectos que tornam a dinâmica do lugar muito particular. A agricultura de subsistência é a principal fonte de renda e de alimentação para as cerca de 20 famílias que vivem no local. Nesse contexto, a produção de frangos por meio do cooperativismo impulsiona uma grande transformação social e econômica entre os comunitários. O Programa de Avicultura passa a ser uma fonte de geração de renda para os participantes e ao mesmo tempo oferece a eles uma opção saudável de proteína animal, tornando a alimentação de todos nutricionalmente mais rica.

 

O caráter empreendedor da iniciativa demanda a colaboração mútua das famílias e da Imerys – e tem sido assim desde a fase inicial, quando os comunitários fizeram um mutirão para reformar e preparar o local de criação das aves. “A comunidade queria muito ver o projeto acontecer e os moradores realizaram a limpeza da área, remoção de estacas existentes na estrutura, implantação de cercas e além de montar o galpão para receber o primeiro lote de pintos fornecido pela Imerys”, conta Luciana Pinheiro, assistente de Projetos Sociais da empresa. Estimuladas pelo programa, as famílias passam a exercitar a cooperação mútua e essa atitude reforça nelas o sentimento de coletividade, aspecto importante que tem reflexo na forma de interação dos moradores com a localidade em que vivem.

 

Capacitação dos participantes apoia a sustentabilidade do negócio

 

Com o esforço da comunidade e o suporte técnico oferecido pela Imerys, o grupo vem aprendendo a gerenciar a produção avícola como uma pequena empresa. No dia a dia, os moradores cuidam das aves, da administração do local, da limpeza e de todos os temas relacionados à criação e comercialização das aves.

 

A consultoria financiada pela empresa tem atividades quinzenais com os produtores. Nesses encontros, os participantes aprendem as técnicas de criação das aves, incluindo cuidados com os animais e gerenciamento do espaço no qual ficam alojados. “Aqui a gente aprende a cuidar das galinhas, a dar a alimentação e as vacinas, a importância de dar água limpa. Com o tratamento adequado elas crescem rápido”, explica a agora avicultora Maria Natalina dos Santos, de 40 anos.

 

Com o apoio da empresa, o grupo está se capacitando e crescendo tecnicamente. O resultado mais evidente veio em poucos meses: enquanto o primeiro lote de pintos entregue pela Imerys teve nove perdas, o segundo teve apenas uma (associada ao transporte). “A primeira remessa foi toda vendida, rendeu quase R$ 2 mil e uma parte foi reservada pra investir”, orgulha-se Maria Natalina.

 

Os jovens empreendedores também estão recebendo capacitação em temas transversais necessários à administração do negócio, como gestão e formalização da cooperativa. Para ampliar o aprendizado, a consultoria leva os comunitários para visitas técnicas a outros produtores de frango. Dessa forma eles podem aprender na prática como funciona a dinâmica de funcionamento de uma produção avícola.

 

O sucesso e o potencial de crescimento do projeto também são medidos pela confiança da comunidade: quando começou, em fevereiro de 2015, oito famílias se envolveram no programa; no final do ano já eram 14 as famílias participantes que aderiram espontaneamente à iniciativa. Para a moradora Ana Maria Teixeira, o programa veio para melhorar a vida da população da comunidade. “Eu estou achando excelente e conheço várias pessoas que estão melhorando a renda com isso”, relata.

 

De olho no futuro, os produtores estão se organizando para regularizar a produção, garantindo assim a sustentabilidade do negócio no ramo de criação e comercialização de frangos. Além disso, com o aprendizado repassado pela consultoria, os moradores estão aprendendo técnicas de gestão que podem ser replicados em outros ramos de negócios, criando mecanismos para desenvolver o potencial empreendedor dos comunitários que moram no Cajueiro. “O que a gente espera é um futuro melhor”, resume Maria Natalina.

 

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